Estive por duas vezes em Santa Maria dos Anjos e dos Mártires, a última das grandes obras de Miguel Ângelo, que trabalhou sobre as abóbadas das Termas Romanas de Diocleciano em 1563. As alterações feitas por Vanvitelli no século XVIII foram significativas, perdendo definitivamente o seu carácter original.
Já em 2004, também então no caminho para a Biblioteca Nacional, os meus olhos tinham fixado o edifício das Termas. Nenhum dos meus manuscritos de relações de Roma descreve esta Basílica, embora a refiram como uma das mais curiosas e, sobretudo refiram as Termas. Quis vê-la e perceber o que tinha feito Miguel Ângelo.
Assim, desta vez, fui lá e por lá fiquei bastante tempo, muito mesmo. A sucessão de luz e sombra é espantosa. Aos 30 graus de sol das três da tarde na Praça da República , sucede-se a penumbra e, passando a primeira cúpula apenas iluminada pelo óculo central, logo os olhos se levantam à imensidão luminosa do corpo rectangular da igreja. Mas, neste espaço não olhem só para o alto…



Sara Augusto
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