Escrever sobre alguém não é fácil, ainda mais quando se trata de um amigo. Ao longo de dois anos, tive a graça de conviver com o P. João e usufruir de profundos e demorados momentos de colóquio, especialmente sobre temas espirituais que muito contribuíram para uma melhor percepção do ministério sacerdotal.
Com uma presença sempre alegre e bem-disposta, o P. João transformava o ordinário em extraordinário e transmitia esta sabedoria àqueles que o rodeavam.
Na ultima Eucaristia que o P. João celebrou antes de regressar a Portugal, S.Paulo, na primeira leitura, desenha o rumo do ministério dos colaboradores de Deus. São estas palavras que quero deixar ao P. João na esperança que, embora em novos mares, mantenha sempre o mesmo rumo de fidelidade a Cristo e à Igreja.
2Cor 6,3-10
«Evitamos dar qualquer motivo de escândalo, para que o nosso ministério não seja desacreditado.
Mas mostramo-nos em tudo como ministros de Deus, com grande perseverança nas tribulações, nas necessidades, nas angústias, nos açoites, nos tumultos, nas prisões, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns;
pela pureza, pela sabedoria, pela paciência, pela bondade, pelo espírito de santidade, pela caridade sem fingimento;
pela palavra da verdade, pelo poder de Deus;
pelas armas ofensivas e defensivas da justiça;
na honra e na ignomínia, na difamação e na boa fama.
Somos considerados como impostores, embora verdadeiros;
como desconhecidos, embora bem conhecidos;
como agonizantes, embora estejamos com vida;
como condenados, mas livres da morte;
como tristes, mas sempre alegres;
como pobres, mas enriquecendo a muitos;
como não tendo nada, mas possuindo tudo».
P. Giselo
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