Novos mares, o mesmo rumo

17 06 2009

Padre João Escrever sobre alguém não é fácil, ainda mais quando se trata de um amigo. Ao longo de dois anos, tive a graça de conviver com o P. João e usufruir de profundos e demorados momentos de colóquio, especialmente sobre temas espirituais que muito contribuíram para uma melhor percepção do ministério sacerdotal.

Com uma presença sempre alegre e bem-disposta, o P. João transformava o ordinário em extraordinário e transmitia esta sabedoria àqueles que o rodeavam.

Na ultima Eucaristia que o P. João celebrou antes de regressar a Portugal, S.Paulo, na primeira leitura, desenha o rumo do ministério dos colaboradores de Deus. São estas palavras que quero deixar ao P. João na esperança que, embora em novos mares, mantenha sempre o mesmo rumo de fidelidade a Cristo e à Igreja.

2Cor 6,3-10

«Evitamos dar qualquer motivo de escândalo, para que o nosso ministério não seja desacreditado.

Mas mostramo-nos em tudo como ministros de Deus, com grande perseverança nas tribulações, nas necessidades, nas angústias, nos açoites, nos tumultos, nas prisões, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns;

pela pureza, pela sabedoria, pela paciência, pela bondade, pelo espírito de santidade, pela caridade sem fingimento;

pela palavra da verdade, pelo poder de Deus;

pelas armas ofensivas e defensivas da justiça;

na honra e na ignomínia, na difamação e na boa fama.

Somos considerados como impostores, embora verdadeiros;

como desconhecidos, embora bem conhecidos;

como agonizantes, embora estejamos com vida;

como condenados, mas livres da morte;

como tristes, mas sempre alegres;

como pobres, mas enriquecendo a muitos;

como não tendo nada, mas possuindo tudo».

P. Giselo








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