Louvor “sarífico”

17 03 2010

Quantas surpresas e quantas descobertas ao longo destes meses de navegação! Quantos sorrisos provocaste, quantas emoções assinaste!

Parabéns, querida amiga Sara. Se chegámos aos 100 é somente porque tu acreditaste. Para ti todo o mérito e todo o reconhecimento. Como diria o P. Jonas: “Quem luta nem sempre ganha, mas quem não luta perde sempre”.

O rumo traçado no sonho inicial não era bem este, mas quem poderá prever a força das marés e o rugido das ondas? Para vencer a instabilidade da realidade é necessário uma grande dose de sabedoria… Apesar de tudo, aqui está o “in limina” a servir de pólo unificador entre aqueles que o tempo separou.

O leme é teu, Sara! Não tenhas medo deste mar, que ao mesmo tempo que separa também une. Jamais estarás sozinha. Estamos todos contigo. Ainda que a maior parte do tempo em silêncio.

Louvo a tua persistência, o teu espírito de decisão e a tua coragem. Rumo aos 200! Podes contar comigo.





Início do Ministério na paróquia de N.S. do Monte

12 11 2009

Recebendo os Evangelhos Quebro o silêncio (involuntário) destas ultimas semanas para partilhar convosco um momento significativo da minha vida: a celebração da tomada de posse da Paróquia de Nossa Senhora do Monte (dia 10 Outubro). Já passou um mês mas parece que foi ontem.

Muitos outros acontecimentos queria eu apresentar, mas penso que este momento, merece a prioridade pois é o Génesis daquilo que espero ser uma bela história.

Eis um extracto do discurso que dirigi ao Sr. Bispo do Funchal, aos irmãos sacerdotes e à comunidade paroquial.

 

«Hoje, apresento-me perante vós em nome de Jesus Cristo e da sua Igreja, com o mandato de vos anunciar o Evangelho e dispensar as graças e bênçãos, que Deus e sua Mãe Maria Santíssima, Senhora do Monte e nossa Padroeira, têm reservadas para nós. Através dos sacramentos, principalmente a Eucaristia, e através do testemunho de vida sacerdotal, é Jesus, único e verdadeiro sacerdote, que edifica e guia esta comunidade na vida presente rumo á morada eterna.

Gostaria de ligar esta nomeação pastoral a outro acontecimento da minha vida: a ordenação sacerdotal.

No dia da ordenação, há quatro anos atrás, confiei a minha vida e as minhas forças a Jesus Cristo, Palavra de Deus viva e eficaz, que tudo transforma, redime e salva. Nessa altura pude afirmar: “Eis-me aqui…eu venho, Ó Deus, para fazer a vossa Vontade” (Heb 10, 7). A vontade de Deus, declarada através do Sr. Bispo é que eu agora seja o guia desta comunidade. Bendito seja Deus pelos séculos por este dom imenso que é o sacerdócio!

O mesmo Jesus que me chamou, continua a renovar em cada dia esse dom, concedendo-me uma profunda alegria, paz e felicidade. Vivo com os mesmos sentimentos do dia da ordenação, celebro a eucaristia com a mesma intensidade da primeira.

«Em verdade vos digo: Todo aquele que tiver deixado casa, irmãos e irmãs, mãe, pai, filhos ou terras, por minha causa e por causa do evangelho receberá cem vezes mais já neste mundo… juntamente com perseguições e no mundo futuro a vida eterna!» (Mc 10, 29). Jesus promete e cumpre de imediato no dia da ordenação. O que valem as perseguições em comparação á vida eterna (Cf. Rom 8,18)?

Esta é a verdadeira sabedoria que Deus concede aos seus filhos mas que aos olhos do mundo não passa de loucura. Amar a Deus, acreditar no seu filho Jesus, fazer o bem ao próximo! Nisto consiste a sabedoria.

O Beato Carlos de Áustria, cujo túmulo se encontra entre nós e que constitui para nós um constante apelo à santidade é testemunha desta sabedoria que leva ao esquecimento de si para realizar em tudo os desígnios de Deus, supremo Rei dos Reis. Nele podemos ouvir este passo da Escritura: “Orei e foi-me dada a prudência, implorei e veio a mim o espírito de sabedoria. Preferi-a aos ceptros e tronos e, em sua comparação, considerei a riqueza como nada…Com ela me vieram todos os bens e, pelas suas mãos, riquezas inumeráveis» (Sb 7,7.11)

Aos pés de Maria, Nossa Senhora do Monte coloco o meu ministério pastoral, nesta comunidade paroquial do Monte, na certeza de ser atendido nas orações, protegido nas adversidades e consolado em todas as situações. Amem!

 





Vamos para a casa do Senhor

2 09 2009

Jerusalém

«Alegrei-me quando me disseram:

«Vamos para a casa do Senhor».

Detiveram-se os nossos passos

às tuas portas, Jerusalém» Sl 121, 1-2.

Amigos, de 4 a 12 de Setembro estarei em peregrinação à Terra Santa e Jordânia. É a realização de um sonho!  No regresso podem já contar com as foto e comentários.





Novos mares, o mesmo rumo

17 06 2009

Padre João Escrever sobre alguém não é fácil, ainda mais quando se trata de um amigo. Ao longo de dois anos, tive a graça de conviver com o P. João e usufruir de profundos e demorados momentos de colóquio, especialmente sobre temas espirituais que muito contribuíram para uma melhor percepção do ministério sacerdotal.

Com uma presença sempre alegre e bem-disposta, o P. João transformava o ordinário em extraordinário e transmitia esta sabedoria àqueles que o rodeavam.

Na ultima Eucaristia que o P. João celebrou antes de regressar a Portugal, S.Paulo, na primeira leitura, desenha o rumo do ministério dos colaboradores de Deus. São estas palavras que quero deixar ao P. João na esperança que, embora em novos mares, mantenha sempre o mesmo rumo de fidelidade a Cristo e à Igreja.

2Cor 6,3-10

«Evitamos dar qualquer motivo de escândalo, para que o nosso ministério não seja desacreditado.

Mas mostramo-nos em tudo como ministros de Deus, com grande perseverança nas tribulações, nas necessidades, nas angústias, nos açoites, nos tumultos, nas prisões, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns;

pela pureza, pela sabedoria, pela paciência, pela bondade, pelo espírito de santidade, pela caridade sem fingimento;

pela palavra da verdade, pelo poder de Deus;

pelas armas ofensivas e defensivas da justiça;

na honra e na ignomínia, na difamação e na boa fama.

Somos considerados como impostores, embora verdadeiros;

como desconhecidos, embora bem conhecidos;

como agonizantes, embora estejamos com vida;

como condenados, mas livres da morte;

como tristes, mas sempre alegres;

como pobres, mas enriquecendo a muitos;

como não tendo nada, mas possuindo tudo».

P. Giselo





Bem-vindos!

15 06 2009

Caros amigos “inliminados”,

o fim do ano lectivo aproxima-se e muitos de nós iremos deixar a “cidade eterna” para retomar os trabalhos nas respectivas dioceses. Por um lado invade-nos a alegria do regresso à acção pastoral, por outro, a tristeza por abandonar a ambiente de estudo e de comunidade passados em Roma.

Este blog de grupo é uma tentativa de continuar no mundo virtual os diálogos e partilhas que iniciámos no Colégio. As conversas acesas sobre as mais variadas temáticas, coloridas pelo percurso académico de cada um, constituiram um espço de amizade  e crescimento para todos.

A ideia é de criar um espaço de interacção, onde todos se sintam à vontade para partilhar actividades e projectos, ideias e emoções, certezas e dúvidas. Espero que o “In Limina” possa ser um locus amicitiae que a dispersão geográfica não consiga destruir.

O “In Limina” é dedicado aos alunos e ex-alunos do Colégio Português e a todos os amigos que se identificam com este projecto. Todos são bem-vindos!

Dispersos pelo mundo, unidos pela fé!

Dispersos pelo mundo, unidos pela fé!








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