Estrangeiro

22 06 2009

“Os Príncipes, por assim dizer, materializaram a violência; as repúblicas democráticas dos nossos dias tornaram-na tão intelectual como a vontade humana que quer obrigar. Sob o governo absoluto de um só, o despotismo, para chegar à alma, atingia grosseiramente o corpo; e a alma escapando a estes golpes, elevava-se gloriosa acima dele, mas, nas repúblicas democráticas, já não é assim que procede a tirania; ela deixa o corpo e vai direita à alma. Aí o senhor já não diz: pensareis como eu ou morrereis; diz: sois livres de não pensar como eu; a vossa vida, os vossos bens, tudo vos fica; mas a partir desse dia sois um estrangeiro entre nós”.

Alexis de Tocqueville.


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2 respostas

24 06 2009
Luís Miguel

Texto muito interessante e actual. Merece comentário e desenvolvimento.

28 06 2009
Sara Augusto

Estrangeira para mim está muito bem. Nem escrava, nem corrupta, problemas respectivamente de quem é da casa e de quem se sente demasiado em casa.

Merecia um comentário melhor, como também acha o P. Luís Miguel, mas estou, estamos, de partida.

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